As famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas. Hoje, quase 30% de tudo que um trabalhador ganha vai para o pagamento de juros. As famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas. Hoje, quase 30% de tudo que um trabalhador ganha vai direto para o pagamento de juros e parcelas de dívidas — o maior nível desde que o Banco Central começou a medir essa série, em 2005. O dado, que já preocupa analistas no Brasil, ganhou novos contornos em Nova York, onde investidores estrangeiros demonstraram um nível de apreensão que surpreendeu até quem acompanha o mercado de perto. “Para cada R$ 1.000 que você ganha de salário, você está gastando R$ 300 em serviço da dívida”, resume Gabriel Raoni, sócio e cogestor da IP Capital Partners. Ele conversou com Lucas Collazo no podcast Stock Pickers, do InfoMoney. O evento que escancarou essa preocupação foi o Brasil Week, semana em que executivos e investidores brasileiros se reúnem em Nova York para reuniões com gestores internacionais. Raoni, que participou do encontro, notou que a inquietação dos estrangeiros com o ciclo de crédito brasileiro vai além do que se debate no mercado local. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.