Sudeste registrou aumento de 115% em exames, enquanto Nordeste teve crescimento de apenas 36%. Trata-se de uma doença progressiva, causada geralmente pelo aumento da pressão intraocular quando há alterações na circulação ou entupimentos dos canais de drenagem do fluido ocular. Ao longo do tempo, esses processos danificam o nervo óptico e comprometem a visão. Embora não tenha cura, o glaucoma é controlável se o diagnóstico e o acompanhamento médico forem feitos corretamente. Mas a realidade mostra que o controle é complexo. Um estudo conduzido por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita e publicado em abril na revista científica Clinical Epidemiology and Global Health analisou dados de realização da cirurgia de glaucoma no SUS. A investigação identificou que o número de procedimentos saltou de 18,5 mil em 2009 para 45,2 mil em 2024, um aumento de 144%. Esse crescimento, porém, é desigual. "A cobertura da demanda nacional ainda apresenta desafios significativos", afirma a oftalmologista Carolina Engelbrecht, uma das autoras do artigo e pesquisadora do CEPPS (Centro de Estudo e Promoção de Políticas de Saúde), do Einstein. "Nosso estudo mostra que a distribuição regional dos procedimentos é desigual, com o Sudeste e o Norte apresentando os maiores volumes proporcionais de atendimento que outras regiões.". No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.