O câmbio mais favorável, em tese um estímulo para diversificação, vem tendo o efeito inverso até aqui. O dólar mais barato costuma ser um atrativo para o investidor aumentar a alocação no exterior, mas não é isso que vem acontecendo, ao menos na indústria de fundo de investimento. Neste ano, enquanto o dólar recuou cerca de 9% até o atual patamar próximo de R$ 5, os fundos que investem em ativos estrangeiros não só não atraíram investidores, como perderam cotistas nesse período. Segundo estudo da empresa de dados de mercado Comdinheiro/Nelógica, esses veículos viram 5,7 mil investidores saírem desde o fim de dezembro, fazendo o total de alocados cair para 738,1 mil até 14 de maio. Segundo o levantamento, 181 fundos tiveram queda na base de investidores, enquanto 111 registraram crescimento. “Nesse momento de queda da moeda americana, cresce a atratividade para alocar em dólar, e os bancos mandam avisos da oportunidade de investir no exterior, mas o movimento do investidor não foi tão disseminado”, explicou Gustavo Gukovas, diretor de Negócios da Comdinheiro e responsável pelo estudo. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.