Depois do ajuste negativo nas cotas, os fundos passaram a refletir os prêmios maiores pagos pelos títulos adquiridos durante a volatilidade. As mudanças nos cenários de juros no Brasil e no exterior, somadas a eventos de crédito de empresas importantes, levaram o investidor a exigir prêmios maiores em títulos corporativos e penalizaram fundos de crédito privado neste início de ano. Com isso, as novas emissões com juros mais altos desvalorizaram os papéis que já estavam nas carteiras e derrubaram a rentabilidade dos fundos. No entanto, após um período de ressaca, os números começam a apresentar melhora, aponta um estudo elaborado pelo time de fundos da XP Investimentos. Em março, mês de maior impacto da alta dos juros dos papéis privados, os fundos de Crédito Liquidez apresentaram ganho médio de 92% do CDI, porcentual que saltou para 108% em maio. Os fundos Crédito High Grade, de empresas de melhor qualidade de crédito, tiveram retorno médio de 86% do CDI em março e de 118% em maio. E os de Crédito High Yield, de maior rentabilidade, que fecharam março com ganho de 94%, atingiram em maio 117% do CDI. Segundo a XP, quando os spreads dos papéis privados aumentam, ou seja, as taxas começam a se distanciar dos títulos públicos, o mercado passa a precificar o risco de forma diferente e, em alguns casos, mais adequada. E a abertura dos spreads leva a um aumento do retorno esperado das carteiras de crédito, tanto as tradicionais como as previdenciárias. Assim, estratégias que compraram ativos com spreads melhores durante a volatilidade podem apresentar um rendimento mais elevado nos meses seguintes. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.