A ativista relatou que teve a oportunidade de conversar com a própria comunidade em Paraty e criticou o processo de gentrificação e racismo ambiental na cidade. “Nós podemos sentir a presença dos ancestrais aqui nesse lugar, que tiveram papel fundamental durante o período da escravização”, disse a ativista sobre a cidade de Paraty, palco do festival literário. Segundo ela, o processo de luta pela liberdade do movimento negro tem uma dimensão cultural, que estava sendo celebrada na ocasião do evento. “Há algo sobre a natureza da música, da arte e da literatura que nos permite alcançar dimensões que não são alcançáveis de outro modo.”. A ativista denunciou ainda o processo de gentrificação e racismo ambiental na cidade. “Queria falar sobre a gentrificação que está acontecendo em comunidades pobres aqui em Paraty. E também sobre o racismo ambiental. Os jovens nos falam que estão preocupados com o meio ambiente, que eles não têm futuro. Eles não terão futuro para viver neste planeta. Aqui em Paraty, tentam criar meios para ganhar mais lucro, tirando as pessoas das suas terras, das terras dos seus ancestrais”, disse Angela. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.