Analistas avaliam que será difícil compensar integralmente uma redução de jornada com maior produção por hora. O fim da escala 6×1 deve ser colocado em votação na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, sob o argumento de que mais descanso elevaria o rendimento no expediente. Críticos da proposta, porém, alertam para o risco de o efeito líquido ser o oposto: menor produtividade da economia e, com isso, menos capacidade de crescimento do País. Num Brasil que já terá de enfrentar o envelhecimento da população sem superar gargalos de investimento e de qualificação da força de trabalho, analistas avaliam que será difícil compensar integralmente uma redução de jornada com maior produção por hora. Isso exigiria ajustes justamente no mercado formal, onde os trabalhadores são em geral mais produtivos. Para economistas entrevistados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o fim da escala 6×1 ameaça anular avanços trazidos pela reforma trabalhista de 2017, que levou a uma maior formalização do emprego e contribuiu, na visão de alguns analistas, para melhorar o potencial de crescimento da economia. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.