Pastores ligam a mudança a avanço da pauta conservadora desde 2018. "Eu percebi que tinha coisas com as quais eu não concordava mais. Aquele ambiente não me fazia bem e saí", afirma Ana Caroline, que em 2021 começou a frequentar os cultos da Igreja Redenção Baixada, comunidade que reúne não mais do que 30 pessoas aos domingos pela manhã em uma sala de coworking em Nilópolis, na Baixada Fluminense. A mudança de Ana Caroline não foi um ato isolado. Ela integra um movimento de evangélicos insatisfeitos com o excesso de demandas institucionais de suas igrejas e que passaram a frequentar pequenas comunidades de fé. A maioria são coletivos progressistas que se tornaram uma espécie de refúgio para cristãos que se sentiam excluídos por questões sociais, raciais, políticas e de gênero. Ao promover os direitos humanos, o combate ao racismo e acolher a comunidade LGBTQIA+, essas comunidades disputam a narrativa do que significa ser cristão. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.