Coletivos adaptam um dos símbolos do Mundial para divulgar rostos de parte das mais de 132 mil vítimas no país. O México, que recebe o megaevento esportivo ao lado de Estados Unidos e Canadá, registra 132,5 mil casos de pessoas com paradeiro desconhecido, segundo dados do Sistema Nacional de Segurança Pública. Este número seria suficiente para lotar uma vez e meia o Estádio Azteca, na Cidade do México, com capacidade para 83 mil pessoas. O estádio mexicano será sede de cinco partidas da Copa, incluindo a de abertura, no dia 11 de junho. Na mesma data, famílias buscadoras —especialmente pais e mães que procuram seus filhos desaparecidos de forma independente— planejam uma manifestação nas imediações do complexo esportivo. Em Guadalajara, no estado de Jalisco, a cerca de 550 km da Cidade do México, o ativista Hector Flores, fundador do Coletivo Luz de Esperança, prepara-se para participar dos protestos na capital do país. Em paralelo, ele e outros familiares promovem uma série de ações na cidade sob o lema " Guadalajara, capital mundial dos desaparecidos". O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.