Fabricantes de instrumentos musicais tentam manter uso de pau-brasil
Arcos de violino feitos de fibra de carbono crescem como alternativa. Como o impasse ocorrido em 2014, durante uma operação internacional de repressão ao comércio de marfim, que acabou tendo grande repercussão: as autoridades do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, confiscaram diversos arcos dos instrumentistas da Orquestra do Festival de Budapeste porque continham pontas de marfim, embora tenham sido fabricados antes da formalização da ilegalidade. Os arcos acabaram sendo devolvidos, mas as dúvidas sobre materiais protegidos persistem, levando muitos músicos, temendo pelos instrumentos de dezenas ou centenas de milhares de dólares, a retirar materiais proibidos de suas peças. Rafael Figueroa, principal violoncelista da Orquestra da Ópera Metropolitana, por exemplo, substituiu a peça de marfim original de seu arco de quase cem anos, avaliado em US$ 30 mil (R$ 153 mil), por uma de prata, e o cordal de pau-rosa de seu violoncelo por um de ébano. "Ouvi tantas histórias horríveis de confisco dos colegas, inclusive gente com a documentação em ordem. Ficou quase impossível recuperá-los.". No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo