Estudo investiga impactos de alimentos ultraprocessados na saúde intestinal
Análise de uma dezena de trabalhos aponta que produtos estão associados a doenças inflamatórias. Desenvolvidos pela indústria após a Segunda Guerra Mundial, os alimentos ultraprocessados são recheados de corantes, adoçantes, emulsificantes e estabilizantes que lhes conferem certas características mais atraentes e prolongam sua vida útil nas prateleiras dos supermercados. Atualmente, os alimentos ultraprocessados respondem por até 58% da ingestão calórica diária em países de alta renda, e nas economias emergentes estão perto de 30%. Ou seja, cada vez mais, estão ocupando o lugar da comida "de verdade", como frutas, legumes e verduras. Essa mudança tem trazido consequências. O hábito de "desembalar mais e descascar menos" está acompanhado pelo aumento da incidência de doenças inflamatórias intestinais (DIIs), inclusive em regiões historicamente caracterizadas por uma baixa prevalência, como é o caso de países da América Latina, Ásia e África. As DIIs são condições crônicas que causam inflamação no trato gastrointestinal. Entre as mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo