Mesmo após trégua parcial, tripulações seguem expostas a riscos e sem previsão clara de saída. Ancorado no Golfo Pérsico, Abhijit Chopra soube do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã quando seu celular começou a se encher de mensagens de familiares e amigos. Capitão de um petroleiro de petróleo bruto, ele precisou conter a empolgação. Não havia sinais de comemoração nas embarcações ao redor, nem navios correndo em direção ao Estreito de Ormuz. Chopra e sua tripulação de 21 pessoas estão presos ali desde o início da guerra, no fim de fevereiro. No começo, enfrentaram medo e incerteza, que depois deram lugar ao tédio e a uma batalha constante para não deixar os pensamentos negativos tomarem conta. Há mais de 120 dias, eles esperam, jantando juntos e criando laços ao cantar velhas músicas em hindi no karaokê. No início de março, Chopra e sua tripulação — todos indianos, exceto um ucraniano — comemoraram o Holi, um importante festival hindu, a bordo do navio. Pintaram a testa uns dos outros com açafrão retirado da cozinha. Os sinais de que o estreito poderia reabrir iam e vinham. Por isso, dessa vez, Chopra evitou se empolgar demais. “Quando disseram que o Estreito de Ormuz estava aberto, ficamos um pouco otimistas de que o navio pudesse seguir viagem”, afirmou. Mas, com novas notícias sobre ataques a petroleiros, perceberam que continuariam presos por mais algum tempo. “Houve um pouco de decepção”, disse. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.