Especialista em felicidade revela como interpretar desafios sem catastrofizar
Psicólogo americano Martin Seligman desenvolveu modelo de etapas para interpretar desafios. Não imagino meu funeral com tanta frequência quanto meu pai —mas, quando estou estressada, minhas preocupações também aumentam. Um método que uso para controlar meus pensamentos em turbilhão foi desenvolvido por Martin Seligman, diretor do Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia e uma das principais autoridades em felicidade. Ele estuda como as pessoas desenvolvem resiliência, e descobriu que a forma como descrevemos nossas dificuldades para nós mesmos pode influenciar a maneira como as encaramos. Ao longo de décadas de pesquisa, Seligman desenvolveu um modelo de três elementos que as pessoas podem usar para interpretar os desafios da vida: permanência, generalização e controle. Acho útil fazer uma pergunta sobre cada um deles quando sinto que estou perdendo o domínio de uma situação. O cérebro é programado para se concentrar com mais intensidade nos eventos negativos do que nos positivos, e os primeiros tendem a permanecer na mente por mais tempo. Isso pode fazer com que um problema pareça que veio para ficar —mesmo que não seja o caso. Quando os pacientes dizem a Seligman que estão ansiosos com alguma coisa, ele pergunta se é algo temporário: "É apenas essa situação específica? Só vai te afetar agora? Ou vai durar?" Saber que seu problema tem um fim pode ajudá-lo a passar de um estado de emergência para a tolerância, mesmo que seja doloroso nesse meio-tempo, observa Eric Zimmer, autor de "How a Little Becomes a Lot" (Como um pouco se transforma em muito). Zimmer pergunta a si mesmo se um contratempo ainda o incomodará daqui a cinco horas, cinco dias ou cinco semanas. Ele ensinou que, se você determinar que algo ainda vai preocupá-lo daqui a cinco semanas, então deve direcionar energia e recursos para lidar com isso. Às vezes, um deslize ou uma crise pode nos levar a generalizar, tirando conclusões abrangentes a partir de um único evento. Um exemplo, segundo Seligman, é você dizer a si mesmo que não é digno de amor depois de um rompimento, em vez de afirmar: "Eu nunca deveria ter me envolvido com essa pessoa." Para controlar seus pensamentos em espiral, Zimmer sugere que você se pergunte: esse problema está realmente afetando todos os aspectos da minha vida? Quais áreas permanecem inalteradas e positivas? "Quando estamos no meio de uma situação difícil, podemos ficar tão míopes que ela parece enorme", ressalta Zimmer. Em vez disso, ele propõe: "Afaste-se e observe o quadro completo.". No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo