Entidades pedem cerco a big techs para proteger saúde de crianças após suicídio no Discord
Documento reúne 14 propostas para reduzir a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos nocivos nas redes. A pressão ocorre após a morte de uma adolescente de 13 anos transmitida em uma live pelo Discord. O caso levou a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) a proibir a ferramenta de transmissões ao vivo da plataforma, medida em vigor desde a semana passada. O texto é assinado pelo IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) e pela Juntô, a Iniciativa Brasileira de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes. Sua construção contou com a participação de expoentes de dezenas de entidades, entre as quais estão a Umane e o Unicef. O documento afirma que as plataformas continuam operando em modelo de retenção da atenção dos jovens e dificultando sua saída da tela. Ao mesmo tempo, expõem os usuários a conteúdo de ódio, desinformação e publicidade de bets. As instituições pedem ao próximo governo mudanças mais restritivas no funcionamento do algoritmo em contas de crianças e adolescentes e a adoção de padrões de design menos estimulantes pelas plataformas. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo