Entenda a fraude da Americanas, o maior escândalo contábil da história do país
Manobras criaram lucro que não existia nos balanços e inflaram resultados, segundo atual diretoria. Dias depois, em 19 de janeiro, a varejista entrou em recuperação judicial, com apenas R$ 800 milhões declarados em caixa (que foram reduzidos a R$ 250 milhões após o bloqueio de recebíveis por bancos), dívida de aproximadamente R$ 43 bilhões com 16,3 mil credores. A solicitação, aceita pela Justiça em poucas horas, foi à época o quarto maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil. Comunicado oficial da empresa divulgado cinco meses após a saída de Rial, ainda em 2023, apontou que o lucro fictício somou R$ 25,3 bilhões. A varejista relacionou fraudes nos valores de R$ 21,7 bilhões, R$ 18,4 bilhões, R$ 2,2 bilhões e R$ 3,6 bilhões. Os artifícios foram criados para dar uma aparência saudável aos números da varejista fundada em 1929 em Niterói (RJ) por imigrantes americanos e passada, no início dos anos 1980, ao comando do trio de bilionários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Os três foram controladores da Americanas até 2021, quando foi feita uma reestruturação societária na companhia, e a fatia que somavam passou de 53,3% para 29,2%. Ainda hoje, são os principais acionistas da empresa. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo