Entenda a droga contra câncer de pâncreas que oncologistas aplaudiram de pé em congresso
Estudo mostra que o daraxonrasib praticamente dobrou a sobrevida de pacientes com doença metastática. Por isso, os resultados apresentados na reunião anual da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica) de 2026 foram recebidos como um marco histórico. O estudo internacional de fase 3 RASolute 302 mostrou que o daraxonrasib, uma terapia-alvo oral que atua sobre a via molecular da proteína RAS, reduziu em cerca de 60% o risco de morte de pacientes com câncer de pâncreas metastático previamente tratado e praticamente dobrou a sobrevida global em comparação com a quimioterapia padrão. A proteína RAS é um interruptor molecular dentro das células que controla o crescimento, a divisão e a sobrevivência celular. Quando mutada, a RAS fica permanentemente "ligada", promovendo a multiplicação celular descontrolada que gera o câncer. Terapias-alvo bloqueiam essa via para impedir o avanço do tumor. A repercussão do estudo foi incomum até mesmo para os padrões dos grandes congressos médicos. Ao final da apresentação dos resultados, milhares de especialistas aplaudiram o estudo de pé. O motivo era claro: pela primeira vez, uma droga direcionada ao principal motor biológico do câncer de pâncreas demonstrava um benefício tão expressivo em um estudo de fase 3. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo