Mombak, Re.green, Biomas e Systemica dizem temer perda de competitividade com teto de 50 milhões de toneladas de CO2. A gestão Lula (PT) divulgou neste mês a consulta pública de uma resolução com o limite máximo de 50 milhões de toneladas de CO 2 e (dióxido de carbono equivalente) que poderão ser vendidas a outros países de 2031 a 2035. O texto também define que cada projeto poderá exportar um teto de 50% dos créditos gerados. A minuta receberá contribuições até o próximo dia 6. O assunto envolve os chamados ITMOs, ou Resultados de Mitigação Transferidos Internacionalmente, na sigla em inglês. Esses títulos obedecem às regras do Acordo de Paris, tratado de 2015 de combate ao aquecimento global, e são comercializados apenas entre Estados signatários do pacto. Na prática, os ITMOs servem para um país compensar suas emissões de gases-estufa com remoções feitas em outro: os créditos que o Brasil vender ao exterior não contarão para a meta climática doméstica, e sim para a da nação que comprá-los. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.