Trio se tornou inimigo do premiê britânico por show no festival Glastonbury. Mas uma gravação com gritos de fãs pedindo sua liberdade do lado de fora do tribunal foi usada na faixa "Carnival", uma das 14 músicas de "Fenian", o novo álbum do trio, lançado neste mês. A letra debocha da acusação, evocando Gerry Conlon, irlandês que passou 15 anos na prisão em Londres após ser injustamente condenado como terrorista —a história é retratada no filme "Em Nome do Pai", de 1993, com Daniel Day-Lewis. "Fomos usados como distração para o que está acontecendo na Palestina, porque a cada minuto que ocupávamos o noticiário era um minuto a menos para falar sobre esse genocídio", diz o DJ Próvaí, um dos integrantes do Kneecap. "Isso não é por acaso —é proposital. Os políticos sabem que, se conseguirem criar esse carnaval de distrações, desviam a atenção das pessoas das atrocidades que estão cometendo.". "Fenian" dobra a aposta do Kneecap em um rap politicamente combativo, cantado em irlandês e em inglês, que denuncia o colonialismo em seu país de origem e o conflito em Gaza. Foi pelo envolvimento na causa palestina, aliás, que o trio de Belfast entrou na mira das autoridades britânicas no ano passado. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.