Fenômeno deve afetar de forma desigual as regiões produtoras, pressionar commodities e ampliar os riscos para soja, milho, café e arroz. EXAME - Negócios, Economia, Tecnologia e Carreira Assinar Entrar EXAME Agro AGRONEGÓCIO SOJA Home EXAME Agro El Niño cria mapa desigual de riscos para a agricultura brasileira Fenômeno deve afetar de forma desigual as regiões produtoras, pressionar commodities e ampliar os riscos para soja, milho, café e arroz. Carlos Cogo, sócio diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio (Eduardo Frazão/Divulgação). O avanço de um El Niño de forte intensidade, previsto para ganhar força entre outubro e dezembro, coloca sob risco diferentes regiões produtoras e culturas agrícolas no Brasil e no mundo. No país, o fenômeno tende a provocar estiagem severa no Matopiba e no Norte, redução moderada das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste e precipitações acima da média no Sul, criando impactos distintos sobre soja, milho, café, arroz, feijão e açúcar. Para Carlos Cogo, sócio-diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, os efeitos podem se prolongar além do verão e alcançar o outono e o inverno, justamente porque o Brasil trabalha com duas e, em algumas regiões, três safras por ano. Durante participação no evento SuperAgro 2026, promovido pela Exame, Cogo lembrou que tecnicamente o fenômeno El Niño é caracterizado pelo superaquecimento das águas do Pacífico persistindo por mais de três trimestres consecutivos. “O El Niño começou em julho e deve avançar nos meses seguintes. Entre outubro e dezembro, temos mais de 81% de probabilidade de estarmos sob efeito do fenômeno”, afirmou. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.