Do hype à ciência: o que o caso Virginia revela sobre a febre da soroterapia
Especialistas afirmam que terapia nutricional intravenosa não tem respaldo científico para uso estético ou de bem-estar. Enquanto clínicas de estética e consultórios particulares espalhados pelo Brasil comercializam os chamados "coquetéis do bem-estar" intravenosos para aumentar a disposição, fortalecer a imunidade, retardar o envelhecimento, acelerar o emagrecimento ou melhorar a performance física, especialistas alertam que muitas dessas indicações não possuem respaldo científico e podem expor pacientes a riscos desnecessários. "O fato de uma substância ser administrada diretamente na veia não significa que seja mais eficaz ou saudável. Significa apenas que ela chega imediatamente à circulação, sem passar pelo processo normal de absorção gastrointestinal. Isso também faz com que eventuais doses excessivas, incompatibilidades ou reações adversas tenham potencial para ocorrer de maneira mais rápida", explica Lizanka Marinheiro, endocrinologista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Conhecida como terapia nutricional endovenosa, a soroterapia consiste na aplicação de líquidos contendo diferentes substâncias, como vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes, eletrólitos ou medicamentos diretamente na corrente sanguínea. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo