Operações com stablecoins dispararam neste ano impulsionadas pela vantagem da isenção do IOF — que está na mira do governo, mas segue viva. Fabio Plein, diretor-geral da Coinbase para as Américas (Foto: Divulgação) Publicidade. Importadores, exportadores e corretoras de câmbio brasileiras encontraram nas stablecoins, ou “dólares digitais”, uma alternativa para reduzir o custo de remessas internacionais. O movimento ganhou escala e já aparece nos dados do Banco Central: as operações com esses ativos no exterior somaram o equivalente a R$ 34,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o dobro do registrado no mesmo período de 2025. As stablecoins chegaram a 98% de todo o volume de criptoativos enviados ao exterior por brasileiros no período, segundo dados do BC. O crescimento ocorre em ambiente de incerteza tributária. A maior parte das transações com stablecoins ainda não sofre incidência de IOF, lacuna que o governo tentou preencher por decreto, recuou após reação do setor e que voltou à agenda em maio com uma reclassificação técnica feita pelo Banco Central. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.