Ação pede responsabilização póstuma da União e do estado por crimes na ditadura. Entre as acusações estão tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados de trabalhadores rurais e integrantes das Ligas Camponesas no período de 1964 a 1981. A ação civil pública, ajuizada pelo órgão na terça-feira (26), aponta indícios de que perseguidos políticos foram levados a usinas de açúcar onde foram mortos e tiveram os corpos incinerados em fornalhas para eliminar vestígios. A Procuradoria-Geral do Estado da Paraíba informou que ainda não foi intimada da ação e, por isso, não pode se pronunciar sobre o assunto. A reportagem procurou a AGU (Advocacia-Geral da União) por email na tarde desta sexta-feira (29), mas não obteve resposta. As Ligas Camponesas eram grupos de trabalhadores mobilizados por melhores condições de trabalho no campo e pela reforma agrária. O movimento nasceu na década de 1940, ligado ao PCB (Partido Comunista Brasileiro), e ganhou força nos anos 1950 a partir de mobilizações rurais em Pernambuco. O modelo de organização política se expandiu para a Paraíba, onde chegou a reunir cerca de 40 mil integrantes, e estima-se que tenha alcançado ao menos 13 estados. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.