Órgão responsável nega atraso e diz que publicação do edital de acessibilidade cumpre o cronograma. A preocupação decorre do tempo necessário para a produção. Um novo exemplar em braile-tinta leva de seis a nove meses para ficar pronto, entre transcrição, revisão especializada, impressão em papel especial e logística de distribuição. Por isso, segundo editoras consultadas pela reportagem, os chamamentos precisam ser publicados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ) entre maio e julho do ano anterior para que as unidades cheguem às escolas antes do início das aulas, em fevereiro. Até agora, isso não ocorreu. A mesma morosidade ocorreu no ano passado, e alunos cegos ou com baixa visão iniciaram 2026 sem os livros adaptados após atrasos na produção. A Abridef (Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência) classificou o episódio como "uma crise institucional e pedagógica sem precedentes" e estima que cerca de 45 mil estudantes em idade escolar tenham sido afetados. Procurado pela Folha, o FNDE, autarquia vinculada ao Ministério da Educação, afirmou que não há atraso na preparação do material para 2027. Em nota, o órgão disse que a publicação do edital de acessibilidade segue o cronograma do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) e depende da conclusão de etapas anteriores do programa, especialmente a escolha das obras pelas redes de ensino. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.