Medida de Trump terá impacto sobre a disputa eleitoral, mas pode fortalecer inteligência contra o crime organizado, afirma professor da USP. A avaliação é do cientista político Leandro Piquet, coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP (ESEM-USP), para quem a medida tende a produzir inicialmente reações políticas ligadas à soberania nacional e à disputa eleitoral antes de se traduzir em mecanismos práticos de compartilhamento de dados, sanções financeiras e investigação internacional. "Vamos ter um período de respostas políticas e conflito, e depois o Estado entra e a cooperação vai se estabelecendo", avalia. "Serão várias emoções. Primeiro, a das reações políticas. Depois, a tradução prática dessa classificação. E eu aposto que as instituições brasileiras vão aproveitar essas oportunidades mais do que ficar no discurso de governo e de que a decisão fere a nossa soberania.". Segundo ele, a medida alçou duas facções transnacionais à categoria de organizações terroristas e, com isso, CV e PCC deixam de ser tratadas apenas pelo sistema de justiça criminal para serem incorporadas a estratégias de defesa e segurança nacional dos EUA. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.