Para decidir se estatísticas oficiais são úteis ou não, veja o que acontece quando elas desaparecem. Qual é o valor de estatísticas oficiais confiáveis e de alta qualidade? Dado o número de coisas que as agências estatísticas medem, seria de se esperar que elas tivessem tentado colocar um número nisso também. Na verdade, elas frequentemente têm sido bastante evasivas. O relatório "Promovendo, Medindo e Comunicando o Valor das Estatísticas Oficiais", publicado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2018, estava repleto de ideias qualitativas sobre como as estatísticas eram úteis: dizia-se que elas construíam confiança no governo, melhoravam a tomada de decisões, promoviam a igualdade e "nos ajudavam a entender quem somos, quem fomos e quem estamos nos tornando". Tudo bastante razoável, mas análises de custo-benefício eram escassas. Um cínico poderia sugerir que esse quase silêncio diz muito. Talvez as estatísticas oficiais tenham pouco valor? Essa era a visão radical de John Cowperthwaite, que foi secretário de finanças de Hong Kong durante toda a década de 1960, quando era uma colônia britânica de rápido crescimento e economia liberal. Cowperthwaite achava que o valor das estatísticas oficiais não era apenas mínimo, mas negativo: ele disse ao economista Milton Friedman que não coletava dados econômicos, porque isso apenas encorajaria os burocratas britânicos a interferir. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.