Cubanos cozinham com carvão e lenha em meio à crise energética causada pelos Estados
Apagões de 20 horas por dia se tornaram rotina fora da capital Havana, com redes elétricas antigas e falta de combustível. 1º.jun.2026 às 23h00 Edição Impressa Diminuir fonte Aumentar fonte Ouvir o texto Ed Augustín Lisette Poole González Santiago de Cuba | The New York Times Numa noite recente, Yusimi Castellano se agachou sobre seu fogão baixo de ferro, arrumando o carvão e colocando delicadamente o isopor e o plástico que usava como material de ignição por cima. Ela usou um isqueiro para acender uma pequena fogueira. Uma fumaça tóxica se espalhou pelo seu apartamento no 18º andar, saindo em direção ao antigo quartel militar onde dizem que a Revolução Cubana começou e às montanhas verdejantes que envolvem Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país. Lentamente, o carvão começou a brilhar. Ela colocou uma grelha feita de cabides velhos por cima e ferveu um pouco de espaguete para o jantar da família. "Eu não deveria estar cozinhando com carvão", disse Castellano, 58, que tem asma e ultimamente está com falta de ar e tossindo constantemente. "Mas se eu não cozinhar, eu morro.". O caso também é acompanhado por seus possíveis reflexos diplomáticos, econômicos e estratégicos, especialmente se houver novas manifestações oficiais ou escalada de tensão. Use com naturalidade termos como cenário internacional, economia global e reflexos no Brasil quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo