Contas negativas em 2027? "Abismo fiscal" é exagero, diz Itaú, mas é preciso reformas
Embora o cenário de catástrofe nas contas públicas seja exagerado no curto prazo, a expansão das despesas exigirá medidas do governo e ajustes no arcabouço fiscal. A projeção de que o Brasil enfrentará um “abismo fiscal” em 2027 (fiscal cliff), com os gastos superando a arrecadação e negativando as contas públicas, é considerada um exagero pela equipe econômica do Itaú. De acordo com o economista Pedro Schneider, o impulso fiscal do país não deverá ser negativo no próximo ano, pois gastos governamentais específicos que impactam o orçamento recente não irão se repetir. Contudo, a saúde financeira do país no médio prazo exige cautela e reformas, diz o economista, dado que as despesas governamentais cresceram 5% em termos reais nos últimos quatro anos, superando o teto de 2,5% estipulado pelo arcabouço fiscal. Leia também: Itaú passa a ver só mais um corte na Selic este ano, e não descarta pausa. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: InfoMoney