Revista britânica aponta que parlamentares passaram de 2% para 25% das despesas discricionárias em uma década. O avanço do Congresso sobre o Orçamento federal criou no Brasil uma dinâmica diferente da observada em países nos quais o Executivo ampliou sua influência sobre as demais instituições. A avaliação é da revista britânica The Economist, que aponta a perda gradual de instrumentos de poder da Presidência para deputados e senadores. Em reportagem publicada neste domingo (16), a revista chama atenção para a dimensão da mudança ocorrida em pouco mais de uma década. Em 2015, parlamentares respondiam por cerca de 2% das despesas discricionárias da União. Atualmente, essa fatia chegou a 25%. O crescimento das emendas parlamentares está no centro dessa transformação. Com mais recursos sob influência direta de deputados e senadores, parte da capacidade de negociação que tradicionalmente ficava nas mãos do Palácio do Planalto passou para o Legislativo. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.