As despesas de capital destinadas à IA, em redes de energia e telecomunicações, podem chegar a US$ 5,5 trilhões até 2030. A computação na nuvem não acontece… na nuvem. É feita em data centers: estruturas de aço e concreto que precisam de refrigeração e redes de telecomunicações, além de energia elétrica abundante, constante e, de preferência, limpa. Apenas no segmento de IA, as despesas de capital globais podem chegar a US$ 5,5 trilhões até 2030, segundo o banco americano JPMorgan. “Cada pagamento realizado, vídeo assistido, operação bancária, interação com inteligência artificial, depende de uma infraestrutura física intensiva em capital”, afirma Clara Sodré, analista de fundos da XP, no Espresso Outliers InfoMoney. “Essa combinação transformou os centros de processamentos de dados em uma das principais teses globais de infraestrutura na próxima década”. O avanço da IA, associado à consolidação da computação em nuvem e dos serviços digitais, vem desenhando um ciclo de investimentos que se reflete diretamente na economia real. Estima-se que as despesas de capital das grandes empresas de tecnologia (as hyperscalers ) alcancem US$ 650 bilhões em 2026 e superem US$ 1,1 trilhão em 2027. Uma parcela relevante será absorvida pelo desenvolvimento de infraestrutura física. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.