Como a 'papelada' de imóveis no Brasil trava negócios e aumenta o risco jurídico
Em um sistema pulverizado em 3,6 mil cartórios, falhas documentais travam vendas, expõem corretores e deixam o dinheiro do comprador “preso” em disputas. Ao contrário de outros mercados ao redor do mundo, no Brasil o risco da transação de compra de um imóvel recai sobre o corretor, em um primeiro momento, e sobre o comprador depois. É o que explica Mickael Malka, CEO da Kenlo. “Nos Estados Unidos, a transação de compra de um imóvel é protegida por avaliações especializadas e pela contratação de um seguro de título – é uma indústria que ultrapassou US$16,2 bilhões em prêmios em 2024. Já em países como Alemanha ou Austrália, o sistema adotado é o chamado “Torrens”, onde o Estado garante o título. Aqui no Brasil, na prática, a responsabilidade de verificar o título do imóvel recai sobre o comprador e o corretor, manualmente, em cada negócio”, explica. Pela legislação brasileira, a propriedade de um imóvel só é de fato transferida com o registro na matrícula. A escritura, isoladamente, não garante a titularidade. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: InfoMoney