Conversas interceptadas revelam que a cúpula da facção transformou Gericinó em um centro de decisões do tráfico, com ordens para disputas, invasões de territórios e punições em. Entrada do Complexo de Gericinó, que possui 26 unidades prisionais. Foto: Divulgação/Polícia Militar Publicidade. Decisões tomadas pela cúpula do Comando Vermelho encarcerada no Complexo de Gericinó já extrapolam os limites do Rio e ditam os rumos da facção em todo o território brasileiro. Mensagens trocadas por chefes da facção obtidas pelo GLOBO revelam que o CV passou a ter uma espécie de “diretor de governança corporativa” que — de dentro da cadeia — transmite para comparsas de diferentes estados diretrizes sobre invasões de territórios de rivais, conflitos internos e punições a integrantes da quadrilha. Uma das conversas interceptadas pela Polícia Civil que expõe a ascendência dos chefes do Rio sobre seus pares de outros estados aconteceu no final de fevereiro de 2025, pouco depois de o CV fechar um acordo de trégua com o Primeiro Comando da Capital (PCC), com quem disputava territórios e rotas há mais de dez anos. Na ocasião, um criminoso de Rondônia, integrante da cúpula do CV no estado, reportou a Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do tráfico do Complexo da Penha, foragido há mais de uma década, um caso de agressão a integrantes da facção por faccionados do PCC na Penitenciária Edvan Mariano Rosendo, em Porto Velho. “Os irmãos de Rondônia se encontram indignados com esses camaradas que não honram a palavra e querem uma solução”, escreveu o rondoniense. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.