Com suas pedras, Denise Milan explora o drama da matéria em nova mostra
Exposição acontece no Museu de Arte Sacra de São Paulo. As paredes de uma das três salas da exposição são tomadas de impressões nas quais pequenas rochas se tornam bidimensionais e são expandidas para uma tela de 1,5 metro de altura. O resultado são imagens que remetem à concepção. Em várias cores e minérios, cada uma das imagens das pedras consiste num núcleo, envolto por uma série de camadas de outros elementos. Em "Elementar IV", o núcleo, rosa-coral e parecido com um cavalo-marinho, é envolto por camadas de tons acobreados e cinza-grafite, até chegar à camada mais superficial, de um lilás espinhoso. Outras dessas imagens parecem mais humanas, remetendo a figuras de fetos ou de santos. Milan prefere o scanner à fotografia para registrar esses minérios, porque, assim, a intervenção humana se torna mínima. Para ela, os minerais devem ser tanto matéria-prima quanto narradores de uma história própria. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo