Dados exclusivos do TCE-SC mostram que, mesmo com alerta climático decretado e o maior investimento da história, Estado ainda enfrenta desafio de transformar orçamento em proteção. Luana Nascimento tinha recém chegado na Igreja quando viu sua casa sendo levada pela enchente. Havia saído da sua residência, com o filho no colo e água até a cintura, para se abrigar na capela. De lá, sentiu o desespero em ver parte da sua história se desprendendo do chão e indo embora. A residência, em que moravam há mais de 50 anos, foi parar do outro lado da avenida. A família de Luana está entre os 18 mil desalojados pela segunda maior enchente da história de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, que aconteceu em novembro de 2023. Hoje, eles moram no mesmo bairro, Budag, em uma casa alugada. Segundo Luana, o medo da chuva nunca desapareceu. Qualquer alerta de enchente a rotina é a mesma: levantar móveis e procurar abrigo. A apreensão redobra com a formação do El Niño nos próximos meses. Caracterizado pelo aquecimento das águas no Pacífico, o fenômeno pode elevar o volume de chuva no Sudeste e Sul do Brasil, aumentando o risco de enchentes, enxurradas e deslizamentos. Segundo Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, esse El Niño pode ser um evento “forte a ponto de quebrar recordes”. Já a OMM (Organização Meteorológica Mundial), estima 90% de chance de que seus efeitos já sejam sentidos no início do segundo semestre de 2026. Esse tipo de atualização também pode influenciar fluxo de visitantes, consumo, serviços e planejamento do setor turístico. Use com naturalidade termos como turismo, temporada, praias, litoral catarinense e fluxo de visitantes quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.