O panorama é particularmente desafiador para o Banco do Brasil, que constituiu R$ 18,9 bilhões em custo de crédito entre janeiro e março, alta anual de 86%. Os principais bancos do País reforçaram as provisões para eventuais perdas no começo do ano, diante do ciclo restritivo ao crédito. O setor enfrenta os efeitos defasados da escalada da Selic ao pico de 15%, que eleva o endividamento de empresas e famílias a níveis recordes. O cenário é agravado pela eclosão da guerra no Oriente Médio e o salto nos preços do petróleo, em um ambiente que retarda o ritmo de cortes dos juros básicos pelo Banco Central. Como resultado, Banco do Brasil ( BBAS3 ), Santander ( SANB11 ), Itaú Unibanco ( ITUB4 ) e Bradesco ( BBDC4 ) registraram R$ 44,8 bilhões em despesas com provisões contra devedores duvidosos (PDD) no primeiro trimestre. O número representa um crescimento de 33% em relação a igual período do ano passado, em um cálculo que desconta valores recuperados de créditos já baixados, para fornecer uma visão mais precisa do provisionamento. Essa fórmula é conhecida como custo de crédito. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.