Adesão a programa de reparação, de R$ 170 bilhões, exige desistir de processo na Justiça britânica. A Justiça britânica havia reconhecido, no ano passado, a responsabilidade legal da mineradora BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, próximo a Mariana (MG), que matou 19 pessoas e é considerado um dos piores desastres ambientais da história do Brasil. Uma segunda fase do processo, movido no Reino Unido, ainda vai definir o valor da indenização a ser paga a cerca de 380 mil autores da ação —cujos advogados chegaram a pedir até £36 bilhões (cerca de R$ 245 bilhões) em compensação. Mas, nesta quinta-feira (20), a Justiça Federal brasileira informou que 19 municípios optaram por aderir ao programa de reparação já existente no país. Uma das condições para entrar no programa, aceito pela grande maioria das prefeituras elegíveis, é desistir da ação na Justiça britânica, segundo uma fonte com conhecimento direto do processo. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.