A alta do petróleo gerou alívio passageiro, mas o déficit primário e o avanço da dívida pública continuam preocupantes. O conflito no Oriente Médio trouxe impactos sobre os preços do petróleo e derivados, gerando uma folga fiscal não prevista em 2026. Esse cenário levou as contas públicas a um “equilíbrio precário”, conforme aponta o Relatório de Acompanhamento Fiscal número 112 da Instituição Fiscal Independente, divulgado nesta quinta-feira (21). O documento avalia que o atual arcabouço fiscal mantém a sobrevivência por meio do cumprimento das metas, obtido com a utilização de descontos legais e dos limites da banda de tolerância. O texto destaca que a margem gerada pelo choque externo viabilizou a adoção de medidas mitigadoras, a exemplo do fim da “taxa das blusinhas”, e a conjuntura levou à formação de um “colchão de segurança” contra o risco de descumprimento das metas fiscais no ano corrente. Em contrapartida, a instituição alerta que os déficits primários efetivos continuam recorrentes e a dívida pública mantém uma trajetória de crescimento preocupante. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.