Apenas no início de julho, 9.300 casos suspeitos foram notificados, segundo a Unicef. Médicos e famílias deslocadas em Gaza afirmam que a doença altamente contagiosa surgiu nos últimos meses, obrigando centenas de milhares de palestinos a permanecerem em suas barracas em acampamentos lotados, sem água potável para a higiene. "O médico nos disse que ela precisa de higiene diária e deve permanecer isolada por 20 dias", contou à AFP Alaa, 19, irmã de Ruba. "Mas como vamos isolá-la? Todos vivemos em uma barraca." Segundo o Unicef, mais de 9.300 casos suspeitos de catapora foram registrados no início de julho em Gaza, principalmente na cidade de Khan Yunis, no sul do território. "Essa é a área mais densamente povoada da Faixa de Gaza. As famílias vivem praticamente umas sobre as outras", declarou à AFP a porta-voz Louise Wateridge. Raed Abdel Karim Abu Sariya, dermatologista da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, afirmou que a falta de espaço para isolar os pacientes favorece a disseminação da doença. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.