Capilaridade das relações do banco reduziu o interesse de governo e oposição em transformar o episódio em arma política, avaliam especialistas. O caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro produziu um efeito pouco comum em Brasília. Embora tenha provocado desgaste na candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o caso não se transformou em uma grande bandeira da oposição, nem em uma disputa aberta entre governo e adversários. Para especialistas ouvidos no Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, a explicação está na amplitude das relações construídas pelo banco nos últimos anos. Ao contrário de outros escândalos políticos, como o Mensalão ou a Operação Lava Jato, o caso Master desperta cautela em praticamente todos os grupos políticos. “Há uma diferença importante entre esse episódio e outros grandes escândalos. No Mensalão ou na Lava Jato havia uma percepção de quem estava sendo atingido. No caso do Master, não. O banco construiu relações muito amplas em Brasília. Ninguém sabe exatamente até onde essa história pode chegar nem quem pode acabar sendo alcançado”, afirmou o cientista político Leonardo Barreto, no episódio desta sexta-feira (26). O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.