Forçado pelo Ministério Público Federal a arcar praticamente sozinho com o custo de resolver a situação precária no Tisac, município vai cumprir decisão e tentar repassar futura. Forçado pelo Ministério Público Federal a arcar praticamente sozinho com o custo de resolver a situação precária no Tisac, município vai cumprir decisão e tentar repassar futura administração do local. A construção da Casa de Passagem para indígenas no Tisac (Terminal de Integração do Saco dos Limões), em Florianópolis, vai custar R$ 2,3 milhões à prefeitura. Forçado pelo MPF (Ministério Público Federal) a financiar soluções há praticamente uma década, o município vai gastar esse valor só na primeira etapa da obra. Também vai ter custos para montar uma estrutura provisória, ao lado do terminal, e realocar os indígenas enquanto a Casa de Passagem é construída, investindo em tendas, terraplanagem, banheiros e chuveiros. Todo esse custo para conforto dos indígenas, que vivem em situação precária no terminal, dormindo em barracas improvisadas, vai recair apenas sobre o município. O governo federal, que tem o Ministério dos Povos Indígenas e a estrutura da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), não vai ajudar nas despesas. A Casa de Passagem também vai gerar custos de manutenção e a prefeitura quer discutir isso posteriormente, pedindo que outros entes cuidem disso. Esta é a fotografia atual de um impasse travado há uma década. Na semana passada, a oitava colocada da licitação aberta pelo município para encontrar uma empresa que construa a Casa de Passagem aceitou a missão. O próximo passo é a análise da documentação jurídica e técnica, nesta semana. Depois, começa a viabilização da estrutura provisória determinada pela Justiça. Já a construção da Casa de Passagem está estimada em 200 dias. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.