Especialistas e executivos do setor avaliam que novo título do Tesouro Direto pode pressionar custo de captação das instituições, com possível repasse nas taxas de crédito. O lançamento do Tesouro Reserva pode mudar as regras do jogo para os “bancões”. Com rendimento de 100% da Selic, liquidez 24 horas via Pix e aplicação a partir de R$ 1, o novo título público retira dos grandes bancos uma vantagem que tinham até agora: a de oferecer liquidez imediata com retorno próximo ao CDI sem concorrência direta de um produto soberano. Para manter a atratividade de seus CDBs, as instituições de maior porte podem ser forçadas a elevar as taxas pagas ao investidor, e esse custo tende a ser repassado nos juros dos empréstimos, avaliam especialistas e executivos do setor ouvidos pelo InfoMoney. O impacto potencial não é pequeno. Segundo dados da Anbima, o varejo respondia por R$ 633 bilhões em CDBs e RDBs captados em dezembro do ano passado, enquanto a alta renda, por R$ 556 bilhões, num total de R$ 3,6 trilhões em depósitos a prazo, segundo o Banco Central. Além disso, mais de 90% dos CDBs emitidos pelos maiores bancos têm cláusula de resgate antecipado e podem ser usados para compor CDBs DI e as chamadas “caixinhas” ou “cofrinhos” digitais. Há ainda R$ 309 bilhões em depósitos à vista que podem migrar, ao menos em parte, para o Tesouro Reserva. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.