Gestor não espera grandes ajustes nas contas públicas a não ser que uma crise obrigue o próximo governo e vê país perdendo o bonde da IA. Sem uma crise que obrigue, o Brasil não deve ter um ajuste fiscal necessário no próximo governo para reduzir os juros e a “orgia de estímulos fiscais” levará o país a uma “ressaca” no ano que vem, com forte desaceleração econômica. O alerta é de Luiz Parreiras, gestor de fundos multimercados e previdência da Verde Asset. “Talvez o mercado fique um pouco menos pessimista com relação a um ajuste fiscal se um candidato de direita ganhar, talvez com alguma desindexação, mas não acho que vai haver um ajuste necessário para destravar os juros”, disse, ao participar de debate na Expert XP 2026. Segundo ele, o governo, seja qual for, só fará um ajuste fiscal no caso de uma crise. “Temos populismo de direita e de esquerda, são tons da mesma coisa”, disse. Segundo ele, o governo atual está promovendo “uma orgia de estímulos fiscais e parafiscais”.“Todo dia tem um programa de estímulos novo, parece filme da Sessão da Tarde”, ironizou. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.