Para head de alocação da HMC Capital, diferença de custo entre as estruturas passa despercebida. Se há um boom de ETFs no Brasil, existe um movimento ainda mais amplo de lançamento de BDRs de ETFs. Esses veículos fazem parte da sopa de letrinhas do mercado de fundos listados na Bolsa: são recibos emitidos no Brasil com lastro em cotas de ETFs gringos, e que vêm se sobrepondo aos ETFs de ETFs, fundos de índice locais que investem em outros fundos de índice lá fora. Já são 300 BDRs de ETFs (ou ETFs globais, como também são chamados) ativos listados na Bolsa brasileira. Os ETFs brasileiros (de ETFs ou não) são 161, segundo dados da Economatica. E para para Rodrigo Aloi, head de alocação da HMC Capital, “há uma grande ineficiência neste mercado que ninguém está enxergando”. Para Aloi, os BDRs podem crescer ainda mais. “O investidor de ETF sempre argumenta que é orientado pelos custos; e se ele é mesmo sensível a custo, na teoria deveria preferir o BDR de ETF”, diz. A diferença central entre as duas opções, segundo ele, está na estrutura. “O ETF de ETF constrói uma casca no Brasil para acessar um ETF lá fora”, afirma. Na prática, o investidor compra um fundo brasileiro cujo único trabalho é deter cotas do fundo estrangeiro e paga por essa intermediação. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.