BC esclarece decisão de cortar Selic, mas admite inflação fora da meta até 2028
Relatório trimestral preencheu lacunas deixadas pela ata do Copom, mas, para o Goldman, Selic ainda assim não deveria ter caído "para preservar a credibilidade". Sede do Banco Central, em Brasília - 11/06/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado) Publicidade. O relatório trimestral de inflação do Banco Central publicado nesta quinta-feira (25) ajudou a explicar a decisão de cortar os juros na semana passada, mas pintou um cenário difícil para a inflação brasileira nos próximos anos. Ao estender em um trimestre o prazo para convergir à meta, o BC mostra, nas próprias projeções, a inflação se aproximando de 3% sem nenhum ajuste adicional na Selic. O problema, segundo analistas, é que o quadro é mais difícil do que parecia, com a inflação acima da meta até 2028. A principal contribuição do relatório foi expor, em números, o argumento do Copom para estender o horizonte relevante da política monetária do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028. A diferença de um trimestre é suficiente para a projeção do IPCA cair de 3,7% para 3,2%, levando a inflação para perto da meta sem nenhum ajuste adicional na trajetória de juros, conforme análise da XP. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: InfoMoney