Ata do Copom reforça cenário de cautela e não dissipa dúvidas sobre Selic, dizem
Especialistas apontam que documento deixa as perspectivas sobre taxa de juros em aberto, mesmo com projeção de inflação. Na última quarta-feira (17), o BC cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. No documento que discorre sobre a medida, a autoridade traz um cenário de inflação elevada e de expectativas sobre a alta de preços acima da meta perseguida pelo BC, de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais e para menos. "Documento é dúbio. Deixa a pausa nos cortes da Selic, ou a continuidade, muito em aberto", diz Gustavo Bertotti, diretor de renda variável da Fami Capital. Segundo o economista, o comunicado da decisão da semana passada foi mais duro contra o aumento de preços que a ata desta terça. "A ata é muito suave diante da deterioração macroeconômica. As expectativas mudaram muito nos últimos meses, dado o cenário geopolítico e o risco fiscal, com muito incentivo a consumo e a crédito. O horizonte de incerteza do BC é muito grande e as próximas decisões do Copom devem ser feitas reunião a reunião", complementa Bertotti. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo