Sem a estrutura formal do partido, ex-primeira-dama reorganiza atuação para preservar influência entre público feminino e evangélicos. Há pouco mais de um mês, Michelle Bolsonaro apareceu diante de prefeitas e lideranças do PL Mulher por uma videochamada feita da cozinha de casa, em Brasília, enquanto preparava o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A cena simbolizava a adaptação de sua rotina política às novas circunstâncias familiares. Agora, depois de deixar a presidência do PL Mulher e romper politicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aquele modelo de atuação ganhou outro significado. Em vez de comandar institucionalmente o segmento feminino do partido, Michelle passou a reorganizar sua atuação em torno de uma rede de candidatas, campanhas estaduais, lideranças religiosas e do movimento “Imparáveis”, numa estratégia para preservar a influência construída entre mulheres conservadoras e evangélicos mesmo sem ocupar um cargo formal na legenda. Segundo aliados ouvidos, essa mudança começou a ser desenhada ainda durante a crise com Flávio. Enquanto o partido administrava os efeitos do rompimento, Michelle reduziu a exposição pública, intensificou reuniões remotas e reorganizou sua agenda em torno das mulheres que ajudou a lançar politicamente. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.