Ao InfoMoney Entrevista, Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, disse que a locação institucional é a próxima fronteira do setor no Brasil – mas os juros altos ainda travam esse movimento. A forma como o brasileiro vai morar nas próximas décadas está mudando – e a grande transformação não virá de um novo material de construção ou de um método mais rápido de erguer paredes. “A grande disrupção do nosso setor não é da forma de se fazer – é do consumo desse teto. Se vai ser por compra, locação ou qualquer coisa do gênero”, afirma Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, em entrevista ao InfoMoney Entrevista. Para Fischer, a locação institucional – modelo em que a incorporadora constrói, administra e aluga os imóveis, em vez de vendê-los – é a próxima fronteira do setor no Brasil. O braço do grupo para esse negócio é a proptech Luggo, plataforma de aluguel por assinatura da MRV – que “veio de um ensinamento que a companhia trouxe dos Estados Unidos”. O modelo, que é gigante nos EUA, ainda engatinha no Brasil e, para Fischer, o principal motivo se chama taxa de juros. “Com 15% de taxa de juros, esse mercado não nasce. Ele está adormecido”, afirma o executivo. A Luggo já chegou a operar 4 mil unidades, mas o potencial, segundo Fischer, é muito maior. “Quando o Brasil se rearranjar, essa indústria vai nascer e vai explodir. A demanda está lá.”. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.