Reconhecida entre os cientistas mais influentes do mundo, médica rompeu barreiras de gênero e acumulou pioneirismos. Internada desde o dia 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, instituição à qual esteve vinculada por mais de seis décadas, ela deixa um legado que transformou o tratamento do câncer de reto e abriu caminho para gerações de médicas em uma especialidade historicamente dominada por homens. Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Angelita acumulou pioneirismos. Foi a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na Faculdade de Medicina da USP, a primeira brasileira aceita como membro honorário da centenária American Surgical Association e a primeira premiada pela Sociedade Europeia de Cirurgia. Em 2022, entrou para a lista elaborada pela Universidade Stanford que reúne os 2% de cientistas mais influentes do mundo. Recebeu a notícia com surpresa. "Foi um reconhecimento que eu não esperava. Espero que seja um incentivo para os pesquisadores brasileiros, especialmente para as mulheres. A primeira coisa que a mulher precisa ter é autoconfiança e mostrar isso aos outros. E não aceitar o não como resposta", disse à Folha à época. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.