Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo
Volta do fenômeno climático que costuma provocar estiagem no Norte do país acende alerta. Um estudo publicado em abril deste ano na revista científica Pnas estima que 53,7% das áreas intactas da amazônia afetadas pela seca não devem se recuperar mesmo sete anos após o evento climático extremo de 2023-2024. Esse é o tempo máximo que a floresta já levou para retornar às condições pré-seca nos últimos 30 anos. O trabalho observou o sinal de satélite de três décadas e o correlacionou com a umidade e a biomassa das plantas. Os pesquisadores calculam que na seca de 2015, outro ano de El Niño, a floresta demorou sete anos para se recuperar. Para isso, os autores levaram em consideração se a umidade do dossel e a biomassa da floresta retornaram às suas condições de pré-seca. Em 2005, a floresta levou cinco anos e, em 2010, três anos. No desenvolvimento da apuração, o foco permanece nos desdobramentos diretos do caso, nas posições oficiais envolvidas e nos impactos práticos para o público brasileiro. Use com naturalidade termos como Brasil, Santa Catarina e impactos no dia a dia quando houver base factual. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.
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Fonte: Folha de S.Paulo