S&P Global estima que a oferta disponível de combustível de aviação tenha caído entre 20% e 30% desde o início do fechamento do Estreito de Ormuz. A crise provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz ainda pode provocar uma nova rodada de alta nos preços dos combustíveis de aviação e manter o mercado sob pressão até 2028, segundo o cenário-base da S&P Global. A avaliação foi apresentada hoje por Eleanor Budds, diretora de pesquisa de combustíveis e refino da consultoria, durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). Eleanor afirmou que o mercado vem sendo sustentado pelo uso de estoques e pelo aumento das exportações de combustíveis por alguns países. No entanto, a aproximação da temporada de maior consumo de gasolina nos Estados Unidos e na Europa pode reduzir a disponibilidade adicional de querosene de aviação, pressionando novamente os preços. “Nós acreditamos que a situação pode piorar antes de melhorar”, afirmou. A S&P Global estima que a oferta disponível de combustível de aviação tenha caído entre 20% e 30% desde o início do conflito, em razão da redução da atividade de refinarias e dos gargalos logísticos provocados pela interrupção dos fluxos comerciais na região. Nesse contexto, o preço médio global do combustível de aviação passou de US$ 96 por barril em novembro de 2025 para US$ 188 por barril em abril deste ano. Em maio, o valor recuou para US$ 158 por barril, mas permaneceu em patamar elevado. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.