Com a taxa de juros acima de dois dígitos, o mercado de crédito privado brasileiro vive um momento de pressão crescente. O mercado de previdência representa hoje um volume de R$ 1,7 trilhão e a necessidade de inovação se torna constante para um segmento desta magnitude, sinaliza Samer Serhan, sócio e diretor de investimentos de Crédito Privado, Infraestrutura e Previdência da gestora JiveMauá. Enquanto os aguardados ajustes não chegam, gestores como ele buscam alternativas para “não deixar rendimentos no caminho”. Ele participou da Semana da Previdência, evento promovido pela XP, com a mediação de Clara Sodré, analista de fundos da corretora, e Leandro Bezerra, responsável por parcerias em fundos na mesma instituição. No encontro, o debate girou em torno de como os fundos de previdência privada — os chamados PGBLs e VGBLs — podem navegar por esse cenário turbulento sem abrir mão de retornos atrativos. Nesse ambiente de incerteza, a preferência da JiveMauá recai sobre dois tipos de ativos: os créditos estruturados e as debêntures de infraestrutura. A lógica é simples — esses instrumentos contam com garantias reais, têm preferência no recebimento em caso de problemas e geram fluxos de caixa previsíveis. Essas características os tornam mais resistentes do que os títulos de crédito convencional, que ficam mais expostos quando o cenário piora. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.