Com a Selic em 14,25% e juros reais em nível historicamente alto, as casas convergem em títulos IPCA+ de prazo longo e isentos de IR; veja a lista. O início do ciclo de corte de juros costuma ligar um alerta no investidor de renda fixa: se a Selic vai cair, a janela para garantir as taxas mais altas tende a se fechar. É esse o pano de fundo das recomendações dos principais bancos e corretoras nesse começo de julho. No mês passado, o Copom cortou a Selic para 14,25% ao ano, mas os juros nominais e reais seguem em patamar historicamente elevado. A taxa da NTN-B de 2035, usada como referência de juro real, avançou de 7,72% no fim de maio para 8,14% em junho, pressionada pela inflação ainda resistente e pelas incertezas fiscais que seguram a ponta longa da curva. O nível atual de juro real só encontra paralelo na crise de 2008. Nesse ambiente, o consenso dos analistas aponta para os títulos atrelados à inflação de prazo mais longo, que combinam taxa real elevada com proteção contra a alta de preços – desde que o investidor esteja disposto a suportar a volatilidade para esperar o retorno contratado ao fim do prazo. O tema é relevante para o ambiente de negócios porque pode influenciar expectativas de mercado, decisões corporativas e avaliação de risco por parte de investidores. Use com naturalidade termos como economia, investimentos, mercado, empresas e Santa Catarina sem forçar localismo artificial. O Notícia Litoral acompanha o tema e atualizará este conteúdo se surgirem novas informações relevantes.